Categoria: Sobre Niterói

Bairro Ponta da Areia

Ponta d’Areia é um bairro de caráter residencial, com forte perfil operário , pois o bairro abriga vários estaleiros navais.
Bairro de forte presença da imigração portuguesa, abriga um pequeno trecho turístico chamado “Portugal Pequeno”, que concorre com o perfil industrial e operário do bairro. O bairro também abriga o tradicional mercado público de pescado, o Mercado São Pedro. Possui uma comunidade muito antiga, denominada Morro da Penha devido à presença da Igreja Nossa Senhora da Penha.

Fortaleza de Santa Cruz

A Fortaleza de Santa Cruz localizada no bairro de Jurujuba.
Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte Tamandaré da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colônia e do Império. Encontra-se guarnecida até aos dias de hoje, atraindo uma média de 3.500 visitantes por mês, em visitas guiadas, de hora em hora, com a duração de cerca de 45 minutos. Atualmente é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

Ruínas do Aqueduto da Chácara do Vintém

RUÍNAS DO AQUEDUTO DA CHÁCARA DO VINTÉM O bairro Fátima surgiu da compra de uma área da antiga Chácara do Vintém, onde existia uma fonte usada pelos jesuítas, que teve papel relevante no abastecimento de água da cidade. Niterói tinha fontes de água em diversos pontos. A primeira intervenção governamental no setor foi a captação dessas águas e a colocação de encanamentos em direção a chafarizes e bicas públicas. O manancial da Chácara do Vintém (ou Chácara Andrade Pinto) foi uma fontes captadas. A água, muito límpida, era distribuída também por aguadeiros que anunciavam: “Olha a água da Chácara do Vintém que não faz mal a ninguém.” Nesses tempos, quem tinha “posses” não mandava buscar água nas bicas públicas, esperava que as carroças-pipas a levassem na porta por preço que, conforme a época, variava de 40 a 100 réis o barril. O manancial da Chácara do Vintém chegou a ser adquirido pelo Governo devido a sua importância para a cidade. Durante muitas décadas a água deste manancial foi utilizada, mesmo quando das tentativas (a primeira em 1892) de se captar água da Serra de Friburgo. Fonte: www.ddp-fan.com.br
Foto: @marcelloalmofotografia

Praia de Charitas.

Praia de Charitas
No século XVIII, um grande proprietário de terras local doou ao Seminário  de São José , que ficava na cidade do Rio de Janeiro , um pedaço de terra que viria ser a Fazenda Jurujuba, na qual foi construído um casarão (conhecido como “Casarão”). Localização do bairro de Charitas no município de Niterói.

Em 1853, o sanitarista Francisco de Paula Cândido abriu, sob sua própria direção, o Hospital Naval de Santa Iabel. Em sua homenagem, o bairro de Charitas recebeu o nome original de “Paula Cândido”. A função do hospital era isolar os doentes que chegavam ao Rio de Janeiro a bordo de navios. Mais tarde, o hospital foi convertido em abrigo para crianças com tuberculose que ficou conhecido como “Preventório”, nome que acabou por batizar a praia local.
Na década de 1940, construiu-se um aeroclube no bairro. O Clube ainda está em funcionamento, mas apenas para o lazer e prática desportiva, já não possui pista de pouso e decolagem, tendo em vista que o local onde esta se localizava foi habitado.
Seu território localiza-se na Enseada de São Francisco, que é a área compreendida entre o Morro da Viração e a beira-mar. A população local é de aproximadamente 3.854 habitantes (1991) e representa 0,88% da população total de Niterói .
Hoje em dia a sua orla é repleta de quiosques e restaurantes.

Pedra do índio.

Pedra do Índio é um monumento de formação rochosa que se localiza na Praia de Icaraí. A pedra é um ponto ótimo para apreciadores da praia e do resto da Baía de Guanabara.

Quando Araribóia derrotou os franceses e recebeu de Estácio de Sá direito de escolha para qualquer região da Guanabara como recompensa da vitória, o cacique dos tupis logo apontou para as “águas escondidas” (em tupi: Niterói). Ao entrar na pequena baía que forma a orla  Boa Viagem – Jurujuba, Araribóia avistou a pedra e achou obra de Tupã uma formação rochosa baseada em sua face.

Outros fatos históricos, como as imaginações vindas de cada cultura ou então comentários feitos por pessoas importantes, fazem da Pedra do Índio um verdadeiro fenômeno natural e social. Essa escultura rochosa representa um marco da identidade cultural da cidade, associado permanentemente ao passado indígena de Niterói. Foi tombado em 1985 pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico.

Bairro Icaraí

A praia de Icaraí é a praia mais famosa da cidade. Está situada na Baía da Guanabara. Costuma receber eventos públicos e a prática de vários esportes. Abriga duas formações rochosas que são símbolos da cidade: a Pedra de Itapuca e a Pedra do Índio, além de duas importantes construções em estilo art déco: o Cinema Icaraí e a Reitoria da Universidade Federal Fluminense.

Até a derrota dos tamoios frente aos portugueses em 1567, a região era território tamoio. No período colonial brasileiro, a praia possuía um porto para o escoamento da produção das duas fazendas da região: a Fazenda de Icaraí e a Fazenda do Cavalão. No século XIX, o arruamento da região determinou a dinamitação da Pedra de Itapuca original, que formava um arco ligando a pedra ao continente. Na década de 1930, foi construído o Cine Icaraí, em estilo art déco.

Em 1936-1937, foi instalado um trampolim na praia, trampolim este que veio a ser dinamitado na década de 1960. Na década de 1940, foi construído o prédio do Casino Icarahy, que passaria a abrigar, a partir de 1967, a reitoria da Universidade Federal Fluminense.

Foto: @marcelloalmofotografia

Bairro Boa Viagem.

O bairro de Boa Viagem caracteriza-se pela vida pacata que ainda se desfruta naquela região. Predominantemente residencial, possuiu inúmeras casas construídas ainda no século XIX. Porém também concentra muitas edificações residenciais modernas de alto padrão.

Banhado pela praia da Boa Viagem, tem como referência o Museu de Arte Contemporânea (MAC), edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Na faixa de asfalto do museu, localizado na orla, mais precisamente na encosta do morro, estão prédios novos que são considerados os mais caros de Niterói no momento.

A Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem e a Bateria de Nossa Senhora da Boa Viagem, localizadas na ilha que deu nome ao bairro, tombadas pelo IPHAN, remontam ao século XVII. Registram-se inúmeros quiosques em sua orla e pequenas praças e mirantes. Num destes encontra-se o monumento em homenagem ao navegador português Pedro Álvares Cabral.

Foto: @marcelloalmofotografia

Capela de São Lourenço do Índios.

A Igreja de São Lourenço dos Índios é o mais significativo marco da fundação da aldeia de São Lourenço, primeira ocupação da colonização portuguesa no território que, mais tarde, se constituiria na cidade de Niterói.
Considerada um símbolo para a construção da identidade dos niteroienses, sua origem está relacionada ao assentamento indígena que ali se deu, no fim do século XVI. Essas terras foram povoadas a partir da doação de uma sesmaria ao chefe temiminó Araribóia, em 16 de março de 1568, pela ajuda prestada aos portugueses na expulsão dos franceses.
Tendo em vista a evidente importância deste bem para a identidade cultural da cidade e a pertinência do reconhecimento simbólico da igreja como bem cultural de Niterói, a Prefeitura Municipal de Niterói determinou seu tombamento através da lei 1038, de 1992. Um grande projeto de restauração foi desenvolvido pela Prefeitura e em 1992, a cidade recebeu a igreja totalmente restaurada.